A porta: entre sem bater!

O conceito

Educação tem ação no nome, qualquer educar é agir e transformar é abrir espaços, debates, olhos, janelas, expandir o pensar. Pensar, agir, movimentar é ação, é pensar, é cantar, é ver, ouvir, agitar.

A ideia é construir o espaço, e espaços são a construção da educação, ampla, geral e irrestrita é movimento em que espaço começa na pergunta “Onde?” e o tempo responde “Quando?” pra se ler o momento no espaço em movimento.

Do avião ao jato ao Jabuti, pensar é preciso. Pensar a ação educadora no espaço e no tempo do debate, da democracia, da luta contra a opressão, lendo o filme, vendo o livro, é uma necessidade que tem os espaços móveis do diálogo e os movimentos livres das coisas, das formas, das almas.

Construir espaços necessita da compreensão, da percepção e das trilhas por onde caminham e se determinam os rumos da nossa educação. Por que tudo depende de determinação.

A ideia é a prova de balas, a consciência tem ciência no nome.

Da Oca ao Oikos, do Oikos à Oca, porque só movimentando que a gente sente o que nos prende.

Tupi or not Tupi?

A ciência não ensina
A ciência insemina
A ciência em si.

Giberto Gil, A ciência em si

O projeto

Construir um espaço de educação se torna um desafio quando seu acúmulo depende de uma definição ampla que agregue acréscimos coletivos.

Educação é em si o espaço do pensar e do se pensar, como mais que um banco, escolar ou não, mais que um momento de observação, um momento de relação dialética do ser com o mundo que ruma á maturação do ser, sua percepção como um ente pensante, vívido, vivido, cuja capacidade de aprendizado é a transformação de si mesmo, e do mundo.

A educação é um projeto em movimento que passeia nestas cosmogonias e se organizam e articulam na pergunta fundamental: Eu sou neguinha?

Por que?

Cidades são espaços, obviamente, mas também espaços-tempos cuja concretização da sociedade em prédios e ruas é determinada pela microfísica do poder das cidades, que não é determinada por um Deus senil.

A disputa por espaços e tempos em cidades como Pelotas, e mais do que isso, necessita de caminhos que não tenham medo de bifurcações, encruzilhadas, contatos com o povo de rua, da rua, das muitas luas e planetas presentes em cada biboca, beco, ocupação, casas e Ocas, Oikos do dia a dia.

Neste caminho são precisas formas de ocupações do espaço-tempo com as mais simples das ideias: o pensar é um lugar de abrigo. As múltiplas percepções do real não são equívocos ou erros sobre ele, mas apenas diversas formas de ver um real cuja percepção é feita a partir de indícios sobre imagens refletidas em espelhos distorcidos.

Ninguém possui o monopólio da verdade, apenas uma leitura parcial de seus indícios. Construir um caminho verossímil para perseguir a verdade é um caminho coletivo em nome de uma percepção global do mundo que se busque uma superação libertária das amarras da compreensão.

Uma ágora Tupi-Greco-Guarani-Romana, uma cátedra-banda Afrocubana, uma banana para as correias de transmissão.

Da Oca ao Oikos é o caminho das civilizações que passeiam entre Oropa, França e Bahia. Seu motivo é o de existir em deliberada desobediência ao que não educa a si mesmo e ao mundo com formas de superação das coisas que os cercam como mundos limítrofes às pequenesas da falta de imaginação.

Como?

A ideia é iniciar com apresentações-palestras sobre temas culturais alternados com debates sobre a conjuntura. A primeira proposta é um debate sobre a política presente em filmes e séries de horror/terror em espaço a ser definido. Quinze dias depois um debate sobre a conjuntura sob a mediação construída em torno de uma percepção da historiografia.

A trajetória de idas e vindas da Oca ao Oikos precisa se entender como uma longa jornada e um espaço de cultivo do saber e do libertar-se a partir das muitas afinidades revolucionárias.

Quando?

Dar tempo ao tempo não é um sinônimo de procastinação, mas o de elencar a forma como as ações se congratulam em seus caminhos ao tornarem-se realizações.

Realizar ações é um processo que precisa ter uma temporalidade definida, uma temporalidade que une espaços entre tempos e que estabelece marcas temporais para sua realização.

O primeiro passo é estabelecer que até julho de 2019 se iniciem ao mesmo tempo as palestras/debates e a formação do coletivo de coletivos. A primeira parte é o simples realizar das ações pedagógicas/educacionais.

As palestras/debates se realizarão de quinze em quinze dias, porque a conjuntura exige pressa, as bolas de feno na criatividade política da cidade exigem novidades, porque para que novos outubros venham é preciso avançar já, antes de agosto, e antes que tudo vire a gosto de Deus.

O fundamental é abrir o caminho, a tapas se for preciso, para que que as alas se formem em um corredor não polonês de recebimento de blocos que se querem ir para as ruas, mas que são confundidos com quem dormiu de toca e perdeu a briga.

Índio não quer apito, quer trombone.

Para ir além das cortinas, das margarinas, das piscinas não dá pra ouvir nos chamarem de Baby ou nos dizerem que é preciso calma, porque é preciso cobrar o que somos para poder prosseguir e crescer.

O tempo da conjuntura ruge e urge nos cotidianos que já cansam de ver janelas de oportunidades perdidas porque a distância entre o sofá e a covardia é cada vez menor.

O tempo é agora, o momento é já, para que o presente projete o futuro.

Onde?

Espaço e tempo são relativos, mas a ação exige uma temporalidade acelerada que não pode prescindir o uso de espaços que se permitam ser usados para um impulso transformador que construa espaços próprios.

As palestras/debates, permitem-se em espaços não comuns, como são usados os espaços do ciência c abrirão seu caminho no Sebo Monte Cristo, localizado na Rua Quinze de Novembro, 913 – Centro, Pelotas.

As palestras/debates ocorrerão prioritariamente em espaços e método democráticos e com acesso de estudantes a trabalhadores limitado ao espaço disponível na sala.

Mas o onde não pode prescindir do como em relação ao espaço. A forma professor/aluno na distância espacial do púlpito ofende o sentido filosófico democrático e político da ideia. O domínio da fala e do saber não podem ser barreiras ou ilustrações da hierarquia na ação educativa. A postura espacial da fala educativa precisa ser uma abordagem desierarquizadora em si. O espaço político da ação educativa precisa ser um espaço político na forma e no estar da ação educativa.

Da Oca ao Oikos é uma trajetória no espaço tempo para uma mudança estrutural no caminho da produção do ensino. O espaço da Oca ao Oikos é um espaço que trata logos e nomos como formas de entendimento da existência para sua libertária transformação.

O fim

A finalidade de algo é parte do debate que se funda na discussão sobre todo o conteúdo escrito e pensado. E que finalidade temos? Dizer que uma ação precisa ter em si a continuidade da prática para além da palavra, para além da ideia, a ideia em movimento é a ação em espaço-tempo promovendo mudanças.

O fim é mais que um meio, o fim é o início,é o caminho que nada justifica, mas impõe a necessária compreensão de que cada solução inicia uma nova problemática.

Será sempre assim, pedra sobre pedra, tijolo sobre tijolo.

Porque só temos o dia a dia para revolucionar. A distância epistemológica da revolução para o paraíso das religiões depende de uma prática cotidiana que não teologiza a teoria para tornar mais amplo o campo dos ópios do povo em vez de tentar tornar o ópio uma elementar percepção do real que precisa ser respeitada e posta em diálogo com outras.

Da Oca ao Oikos é uma construção diária, pedagógica, política, artística e viva que precisa saber que, como diz Gil, o consolo é saber que não tem fim.

A finalidade sem fim da Oca ao Oikos é o espaço-tempo da transformação, da inovação, mútua, entre quem fala e quem ouve-fala e quem ouve.

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